O MORRO DOS VENTOS UIVANTES





Por que incluir na minha lista de filmes mais aguardados de 2026 uma obra que tenho quase certeza de que vou odiar? A resposta mais honesta é: eu não sei ao certo. Mas mesmo que seja pra passar raiva, eu quero assistir esse filme.

Li o livro pela primeira vez no ano passado e, sem sombra de dúvidas, foi a obra que mais ficou na minha cabeça. Até hoje, reflito sobre seus personagens e suas motivações. Diferente do que muitos acreditam, não considero que seja um romance. Para mim, é uma história sobre ódio e vingança, sobre como sentimentos destrutivos podem consumir vidas inteiras. Os personagens não são bons, não são heróis, são pessoas arruinadas por suas próprias obsessões. São personagens que vivem movidos pelo rancor e levam isso até o fim, literalmente até a morte. Quanto mais reflito sobre a obra, mais ela cresce dentro de mim. É um livro desconfortável, pesado e cruel, e justamente por isso tão poderoso.

O trailer do novo filme, porém, sugere outra abordagem. A estética lembra um romance erótico à la 50 Tons de Cinza, talvez como estratégia de marketing para atrair público ou gerar debate. O fato de o lançamento estar marcado para o Dia dos Namorados reforça essa impressão. Será que a obra será reduzida a uma narrativa de romance erotico, ignorando sua essência sombria? Esse é meu maior receio.

Ainda assim, há um fator que me mantém interessado: a direção de Emerald Fennell. Depois de Promising Young Woman, um filme que considero extremamente subestimado e Saltburn, que eu não amo tanto quanto muita gente, mas reconheço como um bom filme, com identidade própria. Sua assinatura pode trazer algo inesperado para O Morro dos Ventos Uivantes. Mesmo que eu não acredite que será a adaptação definitiva que o livro merece, quero estar lá para conferir.

O Morro dos Ventos Uivantes é uma obra extremamente difícil de adaptar, mas também é uma história que merece uma adaptação que realmente entenda sua essência. Não uma história de amor idealizada, mas um retrato cruel de pessoas destruídas por sentimentos tóxicos.

Eu espero estar completamente errado. De verdade. Mas, no fundo, não acredito que esse filme seja a adaptação que a obra merece. Ainda assim, ele está na minha lista de filmes mais aguardados de 2026  nem que seja pra me provocar, me irritar e me fazer pensar ainda mais sobre essa história que não sai da minha cabeça.


SUPER MARIO GALAXY: O FILME



Confesso que achei o primeiro filme apenas “ok”. Ele cumpriu seu papel de apresentar Mario e companhia ao público em uma aventura divertida, mas sem grandes surpresas. No entanto, o trailer para o novo filme de alguma forma me deixou empolgado para ver esse.  

Se o filme mantiver a qualidade dos anteriores, já será uma experiência válida. Mas há indícios de que pode ir além, explorando novos mundos, personagens e trazendo uma narrativa mais envolvente. O potencial é enorme, mas espero que eles não peguem o que funcionou no primeiro e decidam repetir o primeiro filme.  


SEND HELP



Sam Raimi é um dos meus diretores favoritos, especialmente por sua habilidade única de misturar terror com comédia. Desde Evil Dead, Raimi mostrou que sabe brincar com o medo e o riso ao mesmo tempo, criando experiências intensas e memoráveis.

Em Send Help, o diretor aposta em um thriller de sobrevivência com elementos de terror psicológico e humor ácido. O filme tem sido descrito como uma mistura entre Louca Obsessão (Misery) e Náufrago (Cast Away), o que já nos dá uma ideia de isolamento, tensão e personagens levados ao limite.

A expectativa é que Raimi consiga equilibrar o suspense sufocante com momentos de humor inesperado, algo que pode tornar Send Help um dos filmes mais originais do ano.


MICHAEL



Michael era facilmente um dos filmes que eu mais esperava no ano passado. Ele estava na minha lista de mais aguardados de 2025, mas acabou sendo adiado e ficou para 2026. Mesmo assim, o interesse continua alto, justamente pelo tamanho do desafio que esse filme representa.

Estamos falando de Michael Jackson, um dos artistas mais importantes da história da música. Um ícone absoluto da cultura pop, com uma carreira recheada de sucessos, recordes e influência global, mas também cercada de polêmicas na mesma proporção. E é exatamente aí que mora minha maior curiosidade e também meu maior receio.

A grande questão para mim é como o filme vai conseguir adaptar uma carreira tão longa, cheia de momentos decisivos, transformações artísticas e impactos culturais gigantescos. Não é uma história simples de contar, e qualquer escolha de recorte vai deixar coisas importantes de fora.

Outro ponto fundamental é como as principais polêmicas da vida do artista serão tratadas. Elas vão ser abordadas de forma direta, honesta e complexa? Ou serão suavizadas, ignoradas ou tratadas de forma superficial?

O envolvimento da família na produção também levanta um alerta: será que o filme vai permitir explorar o verdadeiro Michael Jackson, com todas as suas contradições, ou vai optar por uma imagem mais maquiada e segura?

cinebiografias raramente funcionam e são extremamente formulaicas, porém sempre que é um artista tão importante quanto Michael Jackson não tem como não se interessar em ver no que vai dar. 


WERWULF



Robert Eggers é um diretor que sempre desperta minha curiosidade. Seus filmes, mesmo quando não me conquistam totalmente, trazem algo de interessante e provocador. Nosferatu, por exemplo, não foi uma obra que me encantou narrativamente, mas não há como negar que é visualmente deslumbrante, uma verdadeira experiência estética.

Agora, Eggers retorna com Werwulf, e a premissa já me parece instigante. Mais uma vez, ele reúne um elenco de atores talentosos, o que aumenta minha expectativa de que o filme terá performances marcantes. Eggers tem um estilo muito próprio,  suas obras costumam mergulhar em atmosferas densas, explorando o folclore, o terror psicológico e a estranheza do humano. Se ele conseguir trazer essa mesma intensidade para Werwulf, tenho certeza que vamos ter um filme incrível. 


HE-MAN E OS MESTRES DO UNIVERSO



Confesso que He-Man e os Mestres do Universo não está entre os filmes que eu espero amar em 2026. Minhas expectativas são bem baixas. Ainda assim, é um daqueles projetos que eu simplesmente quero ver, mesmo que seja pela nostalgia com o personagem.

O ator escolhido para interpretar o He-Man é carismático e talentoso, disso eu não tenho dúvida. O problema, pra mim, não está exatamente no elenco, mas sim em acertar o tom de uma obra como He-Man.

Se tentarem transformar He-Man em algo sério demais, sombrio ou realista, a chance de dar errado é enorme. Agora, se abraçarem o lado aventura divertida, sem medo de ser brega ou exagerado, o filme pode funcionar muito bem.

No fim das contas, é isso: eu não estou criando grandes expectativas, mas estou curioso. Às vezes, são justamente esses filmes que a gente menos espera que acabam surpreendendo.


RESIDENT EVIL




Para ser sincero eu já estou farto de todas as tentativas de adaptar Resident Evil para o live action. A franquia já passou por tantas versões problemáticas no cinema que, sinceramente, nas mãos de praticamente qualquer outro diretor, esse filme estaria automaticamente na lista de projetos que eu não perderia meu tempo assistindo.

Mas aqui existe um detalhe que muda tudo.

O nome por trás desse novo Resident Evil é Zach Cregger, um diretor que vem de uma sequência impressionante com Barbarian (2022) e Weapons (2025),  dois filmes que eu simplesmente amei. Ambos mostram um domínio absurdo de atmosfera, tensão e terror psicológico, algo que para mim pode funcionar extremamente bem para a atmosfera de Resident Evil.

Outro ponto que, pra mim, é extremamente positivo é a decisão de não trazer nenhum personagem clássico dos videogames. Eu acho essa escolha muito acertada, justamente porque evita comparações desnecessárias e expectativas engessadas, com isso o filme pode se concentrar em contar uma boa história dentro daquele universo.

O próprio Cregger já afirmou ser fã da franquia de videogames e que o filme será uma espécie de “carta de amor” aos jogos. Eu sei que esse tipo de declaração nem sempre garante um bom resultado e a gente já ouviu isso antes,  mas considerando o talento do diretor, fica difícil não se empolgar com as possibilidades.


A ODISSEIA



Diferente da maioria das pessoas, eu nunca tive uma grande adoração por Christopher Nolan. Acho ele um ótimo diretor, extremamente competente e autor de excelentes filmes, mas, curiosamente, nenhum deles conseguiu me pegar da mesma forma que pega a maioria do público. Ainda assim, isso não significa que eu não tenha interesse pelos filmes do diretor.

Entre os filmes da carreira do Nolan, meus favoritos são Memento e A Origem, justamente os dois que mais brincam com estrutura narrativa e percepção do tempo.

O que realmente me desperta interesse em A Odisseia não é apenas o elenco recheado, mas a possibilidade de ver Nolan dirigindo um filme de fantasia. Já vimos ele entregar trabalhos impressionantes dentro do gênero ficção científica, sempre com conceitos complexos e execução técnica impecável. Agora, a grande curiosidade é: como ele vai se sair lidando com um universo mítico, cheio de simbolismo, monstros e deuses?

Não é um filme que eu coloco no topo das minhas expectativas para 2026, mas é sem dúvida um dos que mais despertam minha curiosidade. Talvez A Odisseia seja o projeto que finalmente me faça me conectar de forma mais profunda com o cinema do Nolan  ou, no mínimo, me surpreender com um novo lado do diretor.


READY OR NOT 2: HERE I COME



Ready or Not é, sem sombra de dúvidas, um dos filmes mais criativos e divertidos do horror/comédia dos últimos anos. O filme conseguiu equilibrar violência, humor e comentário social de um jeito que poucos conseguem, e por isso a sequência Ready or Not 2: Here I Come já entra facilmente na minha lista de filmes mais aguardados de 2026.

Muito disso passa pelo desempenho absurdo de Samara Weaving. Na minha opinião, ela se consolidou como a melhor Scream Queen da nova geração. Eu já tinha adorado a atriz no ótimo The Babysitter, mas em Ready or Not ela simplesmente rouba a cena do início ao fim. Além disso, precisamos falar do grito dela, talvez o grito mais único que eu já ouvi no cinema.

Outro ponto que me anima bastante é o elenco de apoio, que dessa vez vem ainda mais recheado. A adição de nomes como Elijah Wood e Sarah Michelle Gellar é daquelas escolhas que despertam curiosidade imediatamente, tanto pelo carisma quanto pelo histórico dos dois dentro do gênero.

O que mais me intriga nessa continuação é a promessa de uma expansão desse universo. O primeiro filme funcionava muito bem como uma história fechada, então fico realmente curioso pra ver como os criadores vão ampliar esse mundo sem perder o impacto, o humor e a identidade que tornaram o original tão especial.

Se o filme conseguir manter o mesmo equilíbrio entre terror e comédia, explorar novas ideias dentro desse universo e continuar apostando em personagens carismáticos, Ready or Not 2: Here I Come tem tudo para repetir  o sucesso do primeiro.


AS CRÔNICAS DE NÁRNIA



As Crônicas de Nárnia é um dos projetos de 2026 que mais despertou meu interesse desde o anúncio. Eu sou um grande fã dos livros, e O Sobrinho do Mago é, sem dúvida, um dos meus volumes favoritos da série. Somando isso ao fato de Greta Gerwig ser uma das minhas diretoras favoritas da atualidade, era impossível não criar expectativa.


No entanto, confesso que notícias recentes sobre possíveis desentendimentos entre a diretora e a Netflix começaram a me deixar com um pé atrás. Sempre que esse tipo de informação surge, fica difícil não se preocupar com interferências criativas e decisões que podem comprometer o resultado final.


Ainda assim, algumas escolhas do projeto me deixam bastante animado. O fato de começar a adaptação por um livro que nunca ganhou versão para o cinema é, na minha opinião, uma decisão excelente. Como as adaptações antigas ainda estão muito frescas na memória de muitos fãs, iniciar pelo começo cronológico da história pode ser uma forma inteligente de apresentar Nárnia sob uma nova perspectiva.


Além disso, O Sobrinho do Mago é a história da criação de Nárnia, o que abre muitas possibilidades visuais e narrativas. É um ótimo ponto de entrada para quem nunca teve contato com a obra de C.S. Lewis, além de ser um prato cheio para os fãs antigos que sempre quiseram ver esse momento adaptado.


No fim das contas, sigo animado, mas cauteloso. As Crônicas de Nárnia merecem uma adaptação feita com cuidado, imaginação e respeito e espero muito que esse novo começo esteja à altura do mundo mágico que marcou tanta gente.


SUPERGIRL



Superman foi facilmente um dos meus filmes favoritos de 2025 e, pra mim, funcionou como um início perfeito para o reboot do universo DC nos cinemas. Agora acho  difícil não acreditar que James Gunn foi a escolha certa para resetar esse universo.

Justamente por isso, minhas expectativas para Supergirl são curiosas. Não exatamente altas, mas cheias de interesse. Confesso que o trailer não me empolgou. Achei que ele tentou imitar o estilo do próprio James Gunn de uma forma meio forçada, e isso é algo que eu sinceramente não quero ver nesse novo DCU.

O que eu mais espero desse universo é variedade. Eu não quero que todo filme tenha a mesma cara, o mesmo humor e o mesmo ritmo. Não quero que o filme do Batman pareça o do Superman, assim como não quero que Supergirl seja apenas uma cópia do que deu certo em Superman. Cada personagem precisa ter suas próprias características, sua própria identidade.

Apesar do trailer não ter me conquistado, a história que serve de base para o filme é muito interessante e tem potencial para render algo realmente especial. Se o filme souber explorar bem esse material, pode facilmente se tornar uma das grandes surpresas de 2026.

Eu ainda não conheço trabalhos anteriores da atriz que vai interpretar a Supergirl, mas gostei bastante do que vi dela como a personagem até agora. 

Outro ponto que aumenta muito meu interesse é a primeira aparição do Lobo nesse universo. Ele é um dos meus personagens favoritos da DC, e estou muito curioso para ver como vão adaptá-lo para o cinema e como ele vai interagir com esse novo mundo que está sendo construído.

No fim das contas, sigo confiante no projeto, mesmo com algumas ressalvas. Se o filme conseguir se distanciar da tentação de copiar fórmulas e apostar em identidade própria, Supergirl pode ser um passo importante para consolidar de vez esse novo DCU.

VINGADORES: DOUTOR DESTINO



Mais uma vez, a Marvel.
E com ela, várias perguntas inevitáveis.

Será que ainda dá pra confiar na Marvel?
Será que o cinema de super-heróis ainda tem fôlego?
Será que os irmãos Russo conseguem salvar esse universo?

Apesar de todas essas dúvidas, eu preciso admitir: minhas expectativas para Vingadores: Doutor Destino são boas. Não empolgadas, não cegas, mas sinceramente positivas.

O ano de 2025 mostrou sinais de recuperação da Marvel. O estúdio voltou a acertar em boa parte dos seus lançamentos, mesmo ainda cometendo erros importantes. Tivemos o excelente Thunderbolts, que pra mim foi uma das grandes surpresas do ano. Fui com expectativas bem baixas e acabei encontrando um filme que tentou fazer algo diferente dentro do gênero, com um tom mais cínico e personagens menos idealizados.

Por outro lado, também tivemos o fraquíssimo Capitão América: Brave New World, que reforçou vários dos problemas recentes do estúdio: roteiro sem personalidade, decisões seguras demais e pouco impacto emocional.

Mas o ano terminou melhor, na minha opinião, com Quarteto Fantástico. Não é um filme perfeito, longe disso, mas eu gostei bastante. Ele mostrou que ainda existe potencial criativo dentro da Marvel quando há uma direção minimamente clara.

É justamente por isso que o retorno dos irmãos Russo gera esperança. Eles foram responsáveis por alguns dos momentos mais marcantes do MCU, e sabem lidar com histórias grandes, elencos enormes e conflitos de escala épica. Ao mesmo tempo, esse retorno também me deixa apreensivo.

Trazer de volta personagens que já haviam sido “aposentados” pode ser um tiro no pé. Existe um risco real de o filme se apoiar demais na nostalgia, em vez de construir algo novo e relevante. 

No fim das contas, Vingadores: Doutor Destino representa um ponto decisivo. Ou a Marvel mostra que ainda sabe evoluir e se reinventar, ou confirma que está presa ao próprio passado. Eu torço para a primeira opção, mas dessa vez, com bem mais cautela.


HOMEM-ARANHA: UM NOVO DIA



O Homem-Aranha sempre foi o meu personagem favorito dos quadrinhos. Eu cresci lendo HQs, assistindo às animações e acompanhando cada nova versão do personagem no cinema. Então é impossível pra mim não ficar interessado em qualquer projeto que envolva o Aranha e Homem-Aranha: Um Novo Dia já entra automaticamente na minha lista de filmes mais aguardados de 2026.

Na minha opinião, Tom Holland é um excelente Peter Parker e um ótimo Homem-Aranha. Apesar de não ser perfeito no papel ele consegue equilibrar muito bem o lado jovem, inseguro e atrapalhado do personagem com o peso das responsabilidades que vêm com os poderes. Mesmo com altos e baixos do MCU nos últimos anos, acho que essa trilogia que se encerrou com No Way Home entregou três filmes excelentes.

É verdade que a Marvel não vive sua melhor fase, mas ainda assim o estúdio conseguiu entregar dois bons filmes em 2025, o que me deixa um pouco mais otimista em relação ao futuro. Acredito que os próximos projetos podem ser mais focados, mais simples e mais conectados com a essência dos personagens.

E é exatamente isso que eu espero de Homem-Aranha: Um Novo Dia. Quero ver uma aventura mais pé no chão, centrada no personagem, sem grandes conexões com outros heróis da Marvel. Nada de viagens espaciais, nada de Vingadores, nada de SHIELD e, por favor, nada de realidades paralelas. Eu só quero ver o Homem-Aranha lidando sozinho com seus próprios problemas.

Quero ver o amigão da vizinhança enfrentando desafios urbanos, tentando equilibrar a vida pessoal, os estudos, o trabalho e a responsabilidade de ser um herói. Um filme mais íntimo, mais humano e mais próximo do espírito clássico das HQs.

Se o filme seguir esse caminho, acredito que Homem-Aranha: Um Novo Dia tem tudo para ser um dos melhores filmes do personagem no cinema e uma ótima nova fase para o Aranha dentro do MCU.


GODZILLA MINUS ZERO



Como fã da franquia Godzilla, eu confesso que Godzilla Minus One foi uma grata surpresa pra mim. Sem exagero, dá pra dizer com tranquilidade que o filme é um dos melhores, senão o melhor de toda a franquia até hoje. E por isso, minhas expectativas para Godzilla Minus Zero estão lá em cima.

O que fez Minus One funcionar tão bem, na minha opinião, foi a decisão de trazer o Godzilla de volta como uma verdadeira força da natureza,  ao mesmo tempo em que o filme deu um cuidado enorme para os personagens humanos. Isso é algo que a franquia não conseguia fazer com tanta força há muito tempo. Pela primeira vez em anos, eu realmente me importei com aquelas pessoas, com seus dilemas e perdas, e não apenas com a destruição acontecendo.

Além disso, o filme foi um espetáculo visual impressionante, provando que não é preciso gastar as fortunas absurdas de Hollywood para entregar algo visualmente incrível. O uso inteligente de efeitos mostrou que criatividade e direção contam muito mais do que orçamento inflado.

O retorno de Takashi Yamazaki na direção de Godzilla Minus Zero me deixa ainda mais animado. Ele fez um trabalho espetacular no primeiro filme, equilibrando drama humano e o peso simbólico do Godzilla. É impossível não criar expectativa sabendo que ele terá mais uma chance de expandir esse universo.

Claro que sempre existe o risco de uma continuação não alcançar o mesmo impacto, mas, honestamente, tenho muita esperança de que Yamazaki seja capaz de repetir a qualidade do primeiro filme. 


DUNA: PARTE 3



Sem a menor sombra de dúvidas, Duna: Parte 3 é o filme que mais me gera expectativas para 2026. Duna é um dos meus livros favoritos da vida, e, para minha alegria, Denis Villeneuve conseguiu algo que parecia impossível: adaptar essa obra com enorme respeito, personalidade e qualidade, mesmo fazendo algumas alterações pontuais na história.

Eu sei que muita gente não gosta, mas eu gosto muito de Messias de Duna. Pra mim, o livro funciona como um desfecho perfeito para o arco do Paul Atreides, especialmente pelo tom mais amargo e reflexivo da história. Não é uma continuação épica mas sim uma desconstrução do mito que foi criado ao redor do personagem  e isso é algo que eu acho brilhante.

Por ser um livro relativamente curto, Villeneuve tem espaço para expandir ainda mais o universo de Duna no cinema. Estou muito curioso para ver como o filme vai explorar elementos como a Guilda Espacial e a guerra santa em nome de Paul, temas que podem ganhar um grande destaque nesse novo filme. .

O elenco, que já fez um trabalho excepcional nos dois primeiros filmes, retorna com força total, o que me deixa ainda mais confiante. É um daqueles raros casos em que todo mundo parece perfeitamente escalado para seus papéis.

Também estou extremamente curioso para ver como Villeneuve vai utilizar Alia, agora interpretada por Anya Taylor-Joy

Outro ponto que me intriga muito é como a alteração no arco da Chani, apresentada no final do último filme, vai influenciar o rumo da narrativa. Essa mudança abre caminhos bem diferentes do livro, e estou muito interessado em ver como isso será desenvolvido.

Se tudo der certo, acredito de verdade que o encerramento da saga Duna pode nos entregar a melhor trilogia do cinema desde O Senhor dos Anéis. Pode parecer exagero, mas poucas franquias modernas conseguiram alcançar esse nível de consistência, ambição e qualidade técnica.



2026 tem tudo para ser um ano recheado de bons filmes, indo dos grandes blockbusters às produções mais independentes. Tem título para todos os gostos, de vários gêneros e propostas diferentes. Agora é esperar pelas estreias e descobrir se todos esses filmes que despertaram tantas expectativas realmente vão entregar aquilo que prometem.




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